Linguista britânico vai registar cultura oral dos inuit da Gronelândia

Notícias 25 August 2010 | 0 Comments

Qaanaaq: norte da Gronelândia

Qaanaaq: norte da Gronelândia

Postado por Joel Sossai Coleti

O antropólogo e linguista inglês Stephen Pax Leonard, da Universidade de Cambridge, partiu ontem para a Gronelândia, onde vai viver durante um ano com a comunidade inuit de Qaanaaq.

O objectivo é documentar os seus traços culturais que estão ameaçados de extinção.

Segundo a BBC, o investigador vai “fazer a recolha, em dialecto inuktun (falado apenas por mil pessoas) da literatura, das canções e dos mitos que são a base da cultura desta povoação”.

Stephen Pax Leonard, especialista em línguas nórdicas e minoritárias, quer recolher o dialecto e “devolve-lo à própria comunidade”, para que as gerações futuras o possam entender e utilizar.

O inuktun, que nunca foi registado em escrita, é o veículo para transmitir a história, a espiritualidade e as outras formas práticas de conhecimento desta cultura, refere o investigador.

Esta população inuit, a que vive mais a norte do planeta, é também uma das mais ameaçadas. As alterações climáticas põem em perigo o seu estilo de vida baseado na caça aos mamíferos marinhos.

Um dos desafios que mais assusta o investigador, além do frio, é a escuridão quase constante durante parte do ano. O Sol põe-se no dia 24 de Outubro e só volta a nascer a 8 de Março.

O cientista terá de “sobreviver” a uma dieta pobre em hidratos de carbono e vitaminas e rica em gordura de focas e morsas.

Fonte: http://www.cienciahoje.pt/index.php?oid=44577&op=all

Chamada para publicação: Revista (Con)Textos Linguísticos

Uncategorized 23 August 2010 | 0 Comments

Postado por Joel Sossai Coleti
A Revista (CON)TEXTOS LINGUÍSTICOS, do Programa de Pós-Graduação em Linguística da UFES (Universidade Federal do Espírito Santo), está recebendo artigos inéditos sobre fenômenos linguísticos de pesquisadores doutores, brasileiros e estrangeiros, para publicação do seu quatro número (2010), versão impressa e on line.

Os trabalhos devem ser enviados até 31/08/2010 para o e-mail contextoslinguisticos@homail.com e seguir as normas de publicação especificadas abaixo.

NORMAS PARA PUBLICAÇÃO

1.     O artigo deve ser digitado em Word for Windows, versão 6.0 ou
superior, em papel A4 (21 cm X 29,7 cm), com margens superior e esquerda de
3 cm e direita e inferior de 2 cm, sem numeração de páginas. A fonte deverá
ser Times New Roman, tamanho 12, em espaçamento 1,5 entre linhas e
parágrafos, com alinhamento justificado. Entre texto e exemplo, citações,
tabelas, ilustrações, etc., utilizar espaço duplo.

2.     Os artigos devem ter extensão mínima de 10 e máxima de 20 páginas,
incluindo todos os dados, como tabelas, ilustrações e referências
bibliográficas.

3.     O trabalho deve obedecer à seguinte estrutura:

·  Título: centralizado, em maiúsculas com negrito, no alto da primeira
página.

·  Nome do(s) autor(es): por extenso, com letras maiúsculas somente para as
iniciais, duas linhas abaixo do título, alinhado à direita, com um asterisco
que remeterá ao pé da página para identificação da instituição a que
pertence(m) o(s) autor(es).

·  Filiação institucional: em nota de rodapé, puxada do sobrenome do autor,
na qual constem o departamento, a faculdade (ou o instituto, ou o centro), a
sigla da universidade, a cidade, o estado, o país e o endereço eletrônico
do(s) autor(es).

·  Resumo: em português e inglês (abstract) para os textos escritos em
português; na língua do artigo e em português para artigos escritos em
língua estrangeira. Precedido desse subtítulo e de dois-pontos, em parágrafo
único, de no máximo 200 palavras, justificado, sem adentramento, em
espaçamento simples, duas linhas abaixo do nome do autor.

·  Palavras-chave e keywords: no mínimo três e no máximo cinco; precedidas
desse subtítulo e de dois-pontos, com iniciais maiúsculas, separadas por
ponto, fonte normal, em alinhamento justificado, espaçamento simples, sem
adentramento, logo abaixo do resumo.

·  Texto do artigo: iniciado duas linhas abaixo das palavras-chave e
keywords, em espaçamento 1,5 cm. Os parágrafos deverão ser justificados, com
adentramento de 1,25 cm na primeira linha. Os subtítulos correspondentes às
seções do trabalho deverão figurar à esquerda, em negrito, sem numeração e
sem adentramento, com a inicial da primeira palavra em maiúscula. Os
subtítulos obrigatoriamente utilizados (Resumo, Palavras-chave, Abstract,
Keywords, Referências) também se submetem a essa formatação. Deverá haver
espaço duplo de uma linha entre o último parágrafo da seção anterior e o
subtítulo. Todo destaque realizado no corpo do texto será feito em itálico.
Exemplos aos quais se faça remissão ao longo do texto deverão ser destacados
dos parágrafos que os anunciam e/ou comentam e numerados, sequencialmente,
com algarismos arábicos entre parênteses, com adentramento de parágrafo.

·  Referências: precedidas desse subtítulo, alinhadas à esquerda,
justificadas, sem adentramento, em ordem alfabética de sobrenomes e, no caso
de um mesmo autor, na sequência cronológica de publicação dos trabalhos
citados, duas linhas após o texto.

ü Para referências em geral (de livro, de autor-entidade, de dicionário, de
capítulo de livro organizado, de artigo de revista, de tese/dissertação, de
artigo/notícia em jornal, de trabalhos em eventos, de anais de evento, de
verbete, de página pessoal), seguir a NBR 6023 da ABNT. Os documentos
eletrônicos seguem as mesmas especificações requeridas para cada gênero de
texto, dispostos em conformidade com as normas NBR 6023 da ABNT; no entanto,
essas referências devem ser acrescidas, quando for o caso, da indicação dos
endereços completos das páginas virtuais consultadas e da data de acesso a
arquivos on line apenas temporariamente disponíveis.

ü Para citações, seguir NBR 10520 da ABNT. Ressalte-se que as referências no
texto devem ser indexadas pelo sistema autor-data da ANBT: (SILVA, 2005, p.
36-37). Quando o sobrenome vier fora dos parênteses, deve-se utilizar apenas
a primeira letra em maiúscula.

ü No caso de haver transcrição fonética e uso de fontes do IPA, é necessário
usar somente um tipo de fonte: silDoulosIPA, tamanho 12. A fonte pode ser
obtida gratuitamente por meio do site:
<http://scripts.sil.org/DoulosSIL_download>
http://scripts.sil.org/DoulosSIL_download

·  Anexos, caso existam, devem ser colocados após as referências
bibliográficas, precedidos da palavra Anexo, em negrito, sem adentramento e
sem numeração.

·  Os artigos que não se enquadrarem nas normas aqui expostas serão
recusados.

O artigo (um e somente um por grupo ou por autor) deverá ser enviado para
endereço eletrônico contextoslinguisticos@homail.com em dois arquivos
digitais, em formato Word for Windows (versão 6.0 ou superior), conforme as
normas aqui divulgadas. No texto do primeiro arquivo, em uma folha que
anteceda o artigo, devem constar os seguintes dados: nome e endereço
completo do(s) autor(es), com telefone, fax e e-mail; formação acadêmica;
instituição em que trabalha; especificação da área em que se insere o
artigo. No texto somente do segundo arquivo deverá ser omitida qualquer
identificação de seu(s) autor(es).

Serão devolvidos aos autores artigos que não obedecerem tanto às normas aqui
estipuladas quanto às normas de formatação.

Chamada para publicação: Revista Percursos Linguísticos

Outras Revistas 22 August 2010 | 0 Comments

Postado por Joel Sossai Coleti

Está aberta, até 31/08/2010, chamada para publicações na revista Percursos Linguísticos do Programa de Pós-Graduação em Estudos Linguísticos da UFES (Universidade Federal do Espírito Santo).

No caso deste periódico, serão aceitos para publicação trabalhos inéditos (artigos, resenhas e entrevistas) sobre fenômenos linguísticos de pesquisadores doutores (brasileiros e estrangeiros), pós-graduandos e alunos de Iniciação Científica (neste caso, com certificação do professor orientador).

Os trabalhos e eventuais dúvidas devem ser enviados para o e-mail percursoslinguisticos@hotmail.com

Professores também são vítimas de ciberviolência

Notícias 21 August 2010 | 0 Comments

Postado por Joel Sossai Coleti

Texto por ANGELA SENRA
Colaboração para o UOL


Página do Orkut com resultados da busca “odeio professor”: foram
encontradas cerca de 1000 comunidades

Sofrer perseguição e constrangimento pelo pessoal da escola, o
bullying, não é um acontecimento reservado apenas aos alunos.
Professores também padecem com o desrespeito dos estudantes. Mas, em
vez de aviõezinhos de papel, os alunos de hoje se vingam dos
professores na internet, criando comunidades e sites com difamações e
xingamentos. Seria uma espécie “ciberbullying às avessas”, apesar de o
termo não se aplicar neste caso (leia abaixo).

A ciberviolência contra professores – melhor definição aplicada aqui -
parece ser mais comum em escolas públicas, mas existe também nos
estabelecimentos privados. Para a psicopedagoga Quézia Bombonatto,
presidente da ABPp (Associação Brasileira de Psicopedagogia), uma
explicação para que o mau comportamento ocorra com menos frequência
nas particulares é o sonho dos pais que os filhos estudem em
determinados colégios. “Os mais conceituados são procurados às vezes
quando a criança nasce, dão status, por isso as escolas privadas
conseguem controlar melhor este tipo de comportamento”, acredita.

Isso não quer dizer que não aconteça. A professora de Florianópolis
(SC) Luciana*, de 41 anos, lecionava em uma faculdade particular havia
três anos quando se viu às voltas com a agressão de um grupo de
alunos. “Eles não aceitavam as cobranças que eu fazia em sala de aula
e partiram para o ataque na internet. Criaram uma comunidade no Orkut
com o nome de ‘Eu Odeio a V… Cognitiva’, que fazia referência à
disciplina que eu dava”, relata.

Ela levou o fato ao conselho de ética da universidade, que não se
posicionou a respeito. “O coordenador do curso apenas conversou com os
alunos e pediu que retirassem o grupo virtual do site. Mas até a
comunidade sair do ar eles colocaram posts ofensivos, me xingaram de
todos os palavrões que se pode imaginar.”

Ao contrário de muitos professores, que acabam doentes, Luciana
permaneceu indo normalmente ao trabalho. “Tenho jogo de cintura, não
me deixei abalar, mas foi muito complicado. Não é nada agradável ter
um grupo de pessoas que não gosta do seu trabalho e que, em vez de
discutir civilizadamente, publica insultos contra você diariamente na
internet”, desabafa.

A solução que a faculdade encontrou foi não renovar o contrato com
Luciana, que hoje leciona em faculdade federal e não sofreu mais este
tipo de assédio.

Brincadeira ou assédio?

O assédio moral aos professores não é uma novidade do século XXI, mas
Quézia acredita que antes era mais disfarçado. “Na década de 1970,
quando dava aulas, os alunos ficavam quietos na presença do professor.
Hoje as relações são muito diferentes, há uma desvalorização
generalizada do papel do educador. Os próprios pais, muitas vezes, ao
invés de questionarem os filhos, questionam os professores, mesmo
quando se trata de notas baixas.”

Além disso, o próprio sistema, segundo ela, dá mais poder ao aluno. “A
reprovação, que era um instrumento de controle, quase não existe mais,
e o aluno sabe disso”, diz Quézia.

Professor versus aluno

O professor então estaria isento de responsabilidade? O sociólogo
Gualberto Gouveia, que estuda o tema há seis anos, acredita que não.
“Muitos estão afastados dos alunos, não se atualizam e perdem o
controle com facilidade. Isso dá margem às brincadeiras, que, muitas
vezes, não passam disso mesmo.”

Para a psicopedagoga Birgit Mobus, da Escola Suíço-Brasileira de São
Paulo, o limite entre uma gracinha de mau gosto e agressão nem sempre
é claro. “Se um aluno coloca sal na água do professor, é indisciplina?
Qual o significado de ‘vá se ferrar’, por exemplo? Para alguns, é um
palavrão; para outros, um desabafo do tipo ‘não enche’. Depende muito
do humor do professor e de seu nível de tolerância. O bom profissional
sabe avaliar a gravidade de um fato e conversa com o aluno e os pais
para resolver”, acredita.

E quando o aluno resolve partir para a agressão física? “Crianças
pequenas, que não sabem lidar com a raiva, podem bater no professor.
Muitas vezes, estes alunos têm pais abusadores ou não têm limites
dentro de casa e carregam o mesmo comportamento para a sala de aula”,
diz Birgit.

Não é incomum também ouvir dos pais que, já que pagam a escola, os
professores têm de fazer o que eles querem. “Os professores são
cobrados, mas não são valorizados. E isso se reflete no comportamento
dos alunos”, afirma Quézia.

O que fazer

No caso de agressão de aluno contra professor, o termo bullying não se
aplica, pois é usado para denominar agressão entre pares, ou seja,
aluno contra aluno ou professor contra professor. Mas assim como nos
casos de bullying, a escola tem sua responsabilidade. “Ela deve ficar
alerta ao problema, no sentido de preveni-lo”, explica o advogado
trabalhista empresarial José Eduardo Pastore.

A difamação, que consiste em atribuir a alguém fato ofensivo à sua
reputação, pede medidas:

- Registre um boletim de ocorrência (BO) contra o autor da difamação
ou seu responsável legal.

- No caso de redes sociais, ingressar com uma ação cautelar para que o
provedor forneça os dados sobre a identidade do computador do qual as
mensagens foram postadas e ainda para que o provedor remova do ar o
conteúdo ofensivo.

- Entre na Justiça com um pedido de indenização por danos morais.

- Entre na Justiça com uma ação de difamação, de caráter criminal. O
crime de difamação se enquadra nos crimes contra a honra, Capítulo V,
Título I da Parte Especial do Código Penal Brasileiro. A difamação,
prevista no artigo 139 do Código Penal, é punida com detenção de três
meses a um ano, além de multa.

* O nome foi trocado a pedido da entrevistada

Mais de 20 mil links de livros completos foram retirados da web

Notícias 5 August 2010 | 0 Comments

Portal UOL
23 de Julho de 2010

Contagem é apenas do primeiro semestre de 2010. Editora mais prejudicada pela disponibilização ilegal na internet foi a GMT.

É muito comum buscar por obras na internet antes de comprar um livro. No entanto, alguns sites disponibilizam o conteúdo completo para download sem a autorização dos autores. Nessa história, cerca de 22.500 links espalhados
pela internet foram removidos por violarem direitos autorais somente no primeiro semestre de 2010.

A retirada foi feita pela Associação Brasileira dos Direitos Reprográficos (ABDR) com o apoio do Sindicato Nacional dos Editores de Livros (SNEL). Segundo a ABDR, a editora mais afetada foi a GMT, presente em cerca de 3 mil links.

Outras editoras, como Saraiva (1.973 links), Record (1.537), LTC (1.470) e Ediouro (1.400) também estavam entre os endereços com obras completas disponíveis para download.

Entre janeiro e junho deste ano, março foi o que apresentou a maior quantidade de download ilegal de livros, com 5.619 links disponíveis na internet. Abril foi o que teve menor quantidade de links: 4.927.

A mesma coisa acontece com músicas e filmes para download disponíveis na internet. Recentemente, o site legendas.tv saiu do ar e um aviso sobre distribuição de material que possui direitos autorais estava no lugar.